sexta-feira, 13 de janeiro de 2012



O Mar Mediterrâneo, tranquilo e azulado, dá as boas vindas a todos músicos, pastores e líderes que chegavam de várias partes da Turquia e também de países, como Macedônia, Jordânia, Inglaterra, Coréia, Suécia, Cazaquistão, Estados Unidos, Brasil e Noruega, para a Primeira Conferência de Louvor e Adoração, realizada dos dias 7 a 11 de dezembro, na cidade portuária de Antalya, no sul do país, perto de Tarsus e Éfeso. Um lindo lugar cercado de montanhas aonde a neve do final de outono já começa a cair.
O evento foi organizado pela International Worship Fellowship (IWF), (Comunhão Internacional de Adoradores), lideradas pelo Pastor Mike Herron dos Estados Unidos e pelo músico e jornalista brasileiro, Asaph Borba. O encontro contou também com a colaboração da Casa Publicadora Green House, sediada em Istanbul, liderada pela jornalista americana, Charlotte Mc Pherson. Segundo os organizadores, o número de participantes é expressivo para o país, levando em conta que os 179 inscritos representam a liderança evangélica local. Para Mc Pherson, o ajuntamento é marcante, tendo em vista a carência de eventos como este na região. “A expectativa e a sede de todos era muito grande pois pela primeira vez tivemos um evento dessa natureza”, afirma.

História
Os encontros voltados para adoração no Oriente Médio, são um sonho antigo da comunidade cristã nos países muçulmanos. A fragmentação da igreja e a dificuldade de reunir pessoas de diferentes grupos, tem sido impedimentos difíceis de transpor para a realização de qualquer evento. Estes obstáculos porém, tornaram-se pequenos, através das estratégias usadas pela IWF que tem conseguido agregar a Igreja das mais diferentes linhas teológicas, mostrando com equilíbrio e graça a força da adoração.
O músico Jordaniano Amer Matalka, que faz parte da história desses congressos declara que os eventos são muito mais que um simples encontro de pessoas, pois já são referenciais para as Igrejas evangélicas de países como Jordânia, Egito, Síria, Líbano, Emirados Árabes e Chipre, aonde os encontros já foram realizados, desde 2002. Matalka narra que a transformação na maneira da Igreja louvar, a unidade dos irmãos e o surgimento de inúmeros grupos de louvor, são alguns dos frutos deste ministério. “Por muito tempo, tínhamos música nas Igrejas , agora temos louvor e adoração, que é o resultado do coração de pessoas que experimentam a presença de Deus”, conclui.
Nestes quase dez anos de encontros, os organizadores contabilizam cerca de dois mil participantes nos diferentes congressos, o que é um grande número para as Igrejas no Oriente Médio que são minorias frente ao grande contingente muçulmano. Na Turquia, assim como foi em outros países, os congressistas eram quase todos pessoas afins com os ministérios de música das Igrejas, assim como pastores que marcaram presença e que desde o início deram uma nota positiva à iniciativa, que mesmo vindo de fora, é bem vinda.
A história do evento remonta ao ano de 1997 quando Asaph Borba veio para o Oriente Médio, trazido pela Missão Portas Abertas. Através de relacionamentos com a Igreja em Amman, Jordânia, e o grupo musical Songs of Heaven – Canções do Céu, o cantor brasileiro começou a produzir música cristã para a comunidade árabe daquele país. O primeiro disco da parceria foi Toobak – Bem Aventurados, que tornou-se um referencial para as Igrejas da região, pois trazia um novo mover e fluir de Deus. A parceria tomou força com a construção de um estúdio de gravação e produção na Jordânia, passando então para a elaboração de muitos outros CDs, para países da região como Iraque, Palestina, Síria e Líbano. O projeto ampliou-se ainda mais, com a ajuda do Ministério Integrity Hosanna Music dos Estados Unidos.

Em 2001, veio então a visão dos congressos de adoração, pois assim haveria uma plataforma onde poderia ser trazido um ensino mais consistente sobre o assunto, e a visão seria então difundida para as igrejas, que já mostravam desejo de mudanças, principalmente com o surgimento de uma nova geração de jovens que ansiavam por um mover de Deus em suas vidas.
Em 2002 foi organizado então no Chipre o primeiro congresso, que agregou irmãos de 17 nações, a maioria de língua árabe. Neste congresso estavam presentes nomes como Don Moen, Pete Sanchez e Michael Coleman do Integrity Music , dos EUA, o mexicano Juan Salinas da Gravadora Canzión, assim como Asaph Borba e Gerson Ortega do Brasil. Foi um evento marcante, com frutos de transformação de vidas que passaram a influenciar suas igrejas com um cântico novo levantado por Deus nos países muçulmanos.

A partir do Chipre, anualmente tem sido realizado um novo encontro, cada ano em um país. Às vezes, até mesmo dois por ano. Mesmo os meios mais conservadores renderam-se às transformações, até mesmo na liturgia, que foram acontecendo a partir das conferências, pois dali saíram novos líderes de louvor e grupos de músicas que começaram a reescrever a história musical da Igreja cristã árabe. Maged Adel líder do Grupo Musical Better Life do Egito, também parceiro no projeto declara: “A partir das conferências de adoração realizadas pela IWF, a música no oriente médio não foi mais o mesma e tudo isto tem moldado a nova geração que está sedenta de Deus”. Jordânia, Síria, Emirados, Líbano e Egito foram os países aonde as conferências foram realizadas até agora, chegando então na Turquia em 2011. Do Brasil além dos organizadores Asaph e Gerson já participaram também nomes como Antônio Cirilo e Sóstenes Mendes.

A Turquia foi escolhida por ser um dos países mais carentes do evangelho. De acordo com o pastor presidente do Conselho de Igrejas no país, Zekay Tanyar, existem 33 igrejas evangélicas com cerca de 4 mil irmãos e por isso ele enfatizou a importância do congresso: “Esta conferência está acrescentando algo muito precioso à Igreja Turca. Sem dúvida é mais um dos tijolos na construção que Deus está fazendo, principalmente na vida de louvor de todos nós. Vamos esperar o que Deus fará a partir daqui. Espero que vocês continuem investindo na Turquia”, acrescentou.
Com uma população de mais de 70 milhões de habitantes, o número de evangélicos é pequeno principalmente levando-se em conta o fato do país ser tão importante para a história do Cristianismo. Paulo era um judeu de Tarsus, cidade Turca. Ali estavam as sete Igrejas do Apocalípse, e é também a terra natal de muitos outros homens importantes na história Cristã. A cidade de Istambul, que já foi Constantinopla na época de Constantino, e depois Bizâncio, sede do império cristão Bizantino, foi também o ponto de partida dos cruzados e de tantos outros eventos históricos da cristandade, até sucumbir para os muçulmanos em 1453. Com o surgimento do Império Otomano, a Igreja no país passou a enfraquecer-se. Foi exposta a privações, perseguição e gradativamente foi sendo expulsa a partir das reformas ocorridas no último século.
Porém hoje há um vento novo soprando no país. Para o pastor Tanyar, Deus tem levantado um povo sedento, buscando a restauração da vida e da mensagem Cristã. Prova disso é o grande número de convertidos recentemente, fruto do esforço das igrejas em reverter o quadro. “Os turcos precisam de Deus”, conclui.

O congresso teve como preletores Mike Herron e Tim Smith dos Estados Unidos, além dos brasileiros Asaph Borba, Gerson Ortega e Marcelo Guimarães. Participaram também, pastores turcos vindos de Istanbul, Ankara e Izmir que junto com músicos locais deram o tempero Turco ao congresso. O pastor Ercüment Tarkan, que foi um dos convidados, também enfatizou a importância do evento. “Nunca tivemos uma conferência dessa natureza aqui na Turquia e pra mim o ponto principal não foi a música, e sim, a presença de Deus e a unidade que havia entre nós”. E acrescentou: “espero que tenhamos outros”.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Meu contato com a Som Livre e projetos da Globo no fim do ano


Meu contato com a Som Livre e projetos da Globo no fim do ano
Asaph Borba


Em setembro do ano passado fui procurado por uma funcionária da Gravadora Som Livre a cerca de uma produção em parceria com a Life, minha gravadora. Fiquei orando por três meses, quando então fui visitado por dois irmãos do Ministério de Louvor Diante do Trono, falando novamente sobre o assunto. Confesso que a princípio, não me interessei , mas com o aval de outros irmãos, passei a considerar a possibilidade. Encontrei Ana Paula Valadão em Nova York, e ao falar sobre o assunto tive outra visão do projeto, pois a parceria teria um foco maior na divulgação e distribuição, e nós ficaríamos com toda a responsabilidade da produção, cânticos e participações, e segundo Ana, a gravadora não interfere na parte ministerial. No decorrer do processo, vi a Som Livre, absolutamente ética, honesta, honrando com todos os compromissos assumidos. No dia da gravação estavam lá os diretores sendo impactados com a palavra de Deus, assim como estavam também na gravação anterior da qual participei com Ludmila Ferber e na seguinte do DT, para o qualfui também convidado. Fora isto, a gravadora assumiu a distribuição de outros produtos da Life. Quando chegou entretanto a hora de fazer a documentação de músicas e produtos é que vi a diferença e o valor de uma empresa organizada e legal. A seriedade com assuntos como registro e direitos autorais, me impressionaram. Em meus trinta e cinco anos navegando nas águas ministeriais, de gravação e produção, discos, etc., eu mesmo estava em falta e equivocado sobre muitos destes assuntos. Infelizmente, algumas vezes recebi telefonemas falando das muitas irregularidades em que minhas músicas estavam envolvidas por conta de minha próprias falhas, e também de alguns irmãos, que mais por ignorância que por má fé, fizeram com que meu catálogo de músicas se tornasse uma bagunça. Graças a Deus conseguimos organizar, e estou aprendendo muito, principalmente sobre excelência conjugados à honestidade. Desta forma nasceu meu disco Rastros de Amor, o de número 70 que produzo, distribuído pela Som Livre, Cd, DVD e Blue Ray, a partir de dezembro estará sendo visto em comerciais da Rede Globo, com visibilidade nacional.
Junto com isto, dia 29 de novembro, estará sendo realizado no Rio de Janeiro e divulgado em mídia nacional, o Troféu Promessas. Uma iniciativa de diversas gravadoras, entre elas a Som Livre. O evento além de ter a finalidade de reconhecer através do voto, feito por irmãos e irmãs de todo o Brasil, àqueles que participaram da cena da música Cristã nacional estará homenageando a minha pessoa pelos 35 anos de ministério. Muita gente tem me perguntando o que estou fazendo ali. Primeiramente quero dizer que minha participação não foi por votação e sim por convite. Os organizadores querem expressar sua gratidão a Deus, reconhecendo o serviço que presto a Deus e à Igreja por tanto tempo. Depois de orar e me aconselhar com meus líderes decidi aceitar.

A Palavra de Deus nos ensina a honrar uns aos outros. Quando recebi o convite, senti que este foi feito, com muito amor e honra, e entendi assim que minha presença no evento vai ser bênção, principalmente por este ser a primeira iniciativa desse pool de gravadores e de uma grande rede de televisão, para com a música cristã. O formato, e processo de seleção apesar de controverso, e estar sendo criticado por muitos segmentos evangélicos, creio que será, no balanço de todas os aspectos, positivo.

Na seqüência, já no dia 10 de dezembro ocorrerá a Festival Promessas, onde nomes como Fernandinho, Fernanda Brum, Ana Paula Valadão além de outros cantores e músicos estarão por algumas horas celebrando e proclamando o nome do Senhor em uma das praias cariocas. O evento irá ao ar dia 18 do mesmo mês. Fui convidado mas estarei na Turquia.

Quero aqui, expor alguns pontos sobre estes eventos.

1 – Os programas estarão levando a música de Cristã para todo o território nacional através da maior rede de TV Brasileira, a Rede Globo, com uma audiência de cerca de 100 milhões de pessoas. Irá ao ar dia 18 de dezembro, uma data nobre, quando todos estão abertos para as festividades de final de ano.

Para a cantora mineira Ana Paula Valadão, líder do Ministério de Louvor Diante do Trono, que está participando do projeto, a abertura da Rede Globo é uma grande porta, que a própria mão de Deus abriu. “Entrar na programação da maior mídia brasileira, sem nenhum custo de nossa parte, e podermos anunciar o evangelho sem negociar em nada nossa essência, é um milagre. Eles estão reconhecendo a força e o crescimento do público evangélico na nação, e com certeza seu interesse é alcançar esta audiência. E nós também queremos isso! Queremos que o maior número possível de pessoas seja alcançado com a nossa mensagem. Através da Globo alcançaremos os evangélicos, mas também, e principalmente, os não crentes que talvez jamais entrariam em uma Igreja”, afirma.

2 – Tanto no Festiva, quanto no Troféu Promessas, no caso deste, apesar de existir uma votação, que deu oportunidade a todos, não existe uma competição. Ana Paula ainda realça as palavras de Cristo que disse que apesar de não sermos deste mundo, nós estamos no mundo, isto é, vivemos aqui. Temos que ter a sabedoria de aproveitar uma porta aberta para a proclamação da palavra. Segundo a cantora, o projeto como um todo cumprirá sua função, se todos ali estiverem no mesmo espírito. “Não somos artistas promovendo nossa carreira pessoal, mas somos servos do mesmo Senhor e o propósito é levar Seu nome e estender Seu Reino. A fama de Jesus é o que queremos promover” , conclui.

3 – Segundo os organizadores, um dos objetivos dos eventos é também não esquecer das raízes e dos pequenos começos da música cristã na nossa história. O troféu visa também, trazer à memória aqueles que como eu, Asaph, Adhemar de Campos, Bené Gomes, Nelson Bomilcar, Alda Célia, entre muitos outros, que são considerados pais e mães dos adoradores nacionais, compositores de músicas importantes na vida da Igreja brasileira. Segundo eles, a cada ano o Troféu Promessas vai honrar pessoas assim, que marcaram a nossa história e que continuam sendo referenciais para as novas gerações de adoradores.

Particularmente sobre este ponto quero dizer que em um mundo evangélico onde se vê tanta competição, inveja, acusações, gente falando mal uns dos outros, além de muitos escândalos, é bom mostrar para todos, que existe entre nós um pouquinho de amor e honra, pelo menos entre os músicos e adoradores, o que por certo dá credibilidade ao que cantamos e pregamos.

4 – É uma oportunidade da Igreja brasileira estar unida em um projeto que atingirá toda a nação. Muitas vezes orei em cultos de final de ano, para que Deus abrisse portas para que o povo de Deus tivesse um espaço para proclamar a glória de Deus através dos meios de comunicação. Peço que os irmãos antes de criticarem, lembrem que este espaço no formato em que está é uma oportunidade nunca antes tida na Rede Globo, ou em qualquer outra grande rede, que por certo abrirá outras portas.

Entendo também que todo canal de televisão é uma Concessão Federal, isto é, pertence ao povo brasileiro. Pensando assim, é meu direito ter um espaço, junto com meus irmãos, para cantar a minha fé, e proclamar a glória do meu Deus. Que seja apenas por um segundo, sei que vai valer a pena. Estarei ali apoiando a iniciativa, mostrando a unidade da Igreja e como falou a Ana Paula, homenageando o Senhor Jesus.

Minha oração e de todos quantos estão participando do evento, tem sido para que usemos sabiamente esta grande oportunidade, sendo boas testemunhas de Cristo no contato com os produtores, e que o amor do Senhor invada os lares através da telinha.

Os mortos não louvam ao Senhor, tampouco os que descem ao silêncio, mas nós bendiremos o Senhor, desde agora e para sempre! Aleluia ! Salmo 115: 17 e 18.

Eu te louvarei Senhor de todo meu coração, na presença dos deuses cantarei louvores a ti. Salmo 138:1

A gente vai LOUVAR na Globo!!!!!

sábado, 5 de novembro de 2011

Formatura de Asaph Borba - Jornalismo 2011



Hoje tiramos fotos e fizemos a documentação final para nossa formatura. Depois de quatro anos juntos, uma turma muito unida, visualizamos o final de mais uma etapa em nossas vidas. Logo o mercado ganha mais 34 JORNALISTAS e a Igreja e o Reino de DEUS mais uns quatro.

terça-feira, 1 de novembro de 2011


A Primavera Árabe parece ser um longo inverno – Asaph Borba

Enquanto a primavera árabe exibe seu maior troféu, a cabeça de Muhamar al Kadaffi, o movimento que no início parecia ser um clamor da sociedade muçulmana, já mostra outra realidade. Depois de quase um ano, os recentes desdobramentos começam apresentar ao mundo seus desafios e ilusões. Em meio aos gritos de Viva Alá, e vitória, o corpo do ditador, todo deformado e esburacado de balas, é exposto de forma medieval pelos manifestantes que o capturaram e mataram. A euforia dos rebeldes mostra claramente o fim de uma era, na antiga nação africana e o término de uma guerra civil que já dura quase um ano. O país está destruído. Para quem está longe, a morte de Kadaffi parece encerrar todos os problemas Líbios, mas isto está longe de ser verdade.
Todo investimento internacional cessou bruscamente, levando muitos setores a uma total estagnação e desemprego entre eles estão a indústria do turismo, até então forte no país, assim como a do petróleo, do qual depende o país. As obras de infra estrutura fruto de recentes acordos feitos com países como Brasil e Itália também pararam. Do outro lado do Mediterrâneo, os líderes europeus encabeçados pelo ministro da defesa da França, aplaudem a captura do ex mandatário, outrora seu aliado, e ressaltam a participação das forças da OTAN, na ação que levou ao fim o decaído regime que por 42 anos governou com mão de ferro. O ditador não era nenhum santo, pois trouxe uma constante sombra de insegurança ao mundo, com seu discurso anti imperialista que apoio ao terrorismo. O que chama a atenção, e traz preocupação entretanto, é a barbárie mostrada com todas as cores que ofuscam as aspirações e anseios democráticos que mundo esperava na região. Com o fato pode-se ver que coisas como julgamento e tribunais parecem ser distantes e utópicos no país. As leis tribais apontam com clareza a continuidade do pensamento islâmico. A Líbia fará uma nova constituição com base na Shária, afirmou Muhamed al Saddin, líder do governo de transição no país. Os analistas, especialistas na região, sabem que a democracia nestas nações passam primeiro pela espada e depois pela razão. Desde os primeiros califas, toda oposição acaba da mesma forma: com um julgamento feito na hora, sendo a sentença sempre a mesma: a morte.
O mundo se empolga com os movimentos, com as mídias sociais na elaboração de concentrações, mas a continuidade dos fatos vão mostrando que tanto na Líbia, quanto nos outros países alvos desses protestos, os movimentos são minuciosamente orquestrados por forças que são mais islâmicas que democráticas. Não existe democracia no Islã. As cenas, aqui citadas, são apenas uma pequena mostra de que a sociedade em questão ainda está longe do que chamamos de civilizado. Os índices econômicos e de escolaridade são pífios, pra não falar na condição das mulheres, que em quase todas as nações não tem seus direitos preservados. Também as minorias divergentes, como as cristãs, assírias, curdas e no caso da Líbia as tribos aliadas a Kadaffi, já sofrem as consequências. Um exemplo é o que acontece no Iraque. Mesmo com a ocupação dos aliados, estas minorias tem sido dizimadas e expulsas em massa. A Síria, Jordânia e Turquia já abrigam quase um milhão de cristãos, os Católicos Ortodoxos e Cóptas sofrem constantes atentados no Egito, aonde tiveram muitas de suas liberdades limitadas pela junta militar no poder. Por falar na terra dos faraós devemos aqui lembrar que as sonhadas eleições que eram para setembro já foram transferidas para 2012, deixando as aspirações de mudanças para mais um ano. Alguns outros regimes como o o sírio, o jordaniano e o marroquino, até agora subsistem, mas pelo que se vê, não por muito tempo. O que é claro é que o está se formando é um poderoso bloco islâmico, com muito mais poder e força do que o que está caindo e este será sem dúvida , fortalecido com a saída militar americana do Iraque, anunciada por Obama para o fim deste ano. Com a retirada dos aliados, o caminho fica aberto para o aumento da influência de Irã e Turquia, conhecidos financiadores destes movimentos. Isto trará novos desdobramentos que mudarão o equilíbrio de poder na região.
Para os cristãos não se pode esperar muito. Assim como ocorreu no Iraque, ou paga ou vai embora ou morre. A não ser que a comunidade cristã internacional se mobilize, a minoria, já fragilizada pode ser por definitivo banida desses países. No Egito, por exemplo, recentes manifestações dos cristãos foram violentamente rebeladas pelas autoridades e população islâmica, promovendo morte e destruição de Igrejas. Na Líbia, os poucos cristãos, que até então gozavam de paz e liberdade, já fugiram para Argélia e Tunísia deixando tudo para traz, segundo fontes do Vaticano. Dessa forma a primavera árabe tende a se transformar em um longo e incerto inverno.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011


Louvor, Adoração e Missões
Asaph Borba



O avião já estava se aproximando do Chipre, uma pequena ilha nas costas da Turquia e Grécia, quando já se avistava o azul calípso do Mar Mediterrâneo. O sol do meio dia deixava tudo brilhante e a terra ao longe era linda de ver. A cidade litorânea de Larnaka, onde fica o aeroporto, já se mostrava toda branquinha, dando a quem chega, a impressão de se estar em outra época. Ao desembarcar do voo, um agente de imigração logo falou: bem vindo ao Chipre.
Setembro é um mês agitado na Ilha, o forte turismo europeu busca o sol da costa e ilhas mediterrâneas como alternativa para o gelado Atlântico Norte.
Porém, o turismo não era meu objetivo na legendária ilha de Barnabé. Estava ali, por causa do meu chamado, minha missão de vida. Nos próximos dias, estaria com outros irmãos de diversas partes do mundo realizando o Primeiro Encontro de Adoradores Árabes que nosso ministério, Pontes de Amor, em conjunto com o Integrity Music, dos Estados Unidos, estaria promovendo na região.
O trabalho começou em 1997, quando pela primeira vez pisei no Oriente Médio. Fui, convidado pela Missão Portas Abertas, com a intenção de produzir um álbum de louvor e adoração para um pequeno grupo de músicos cristãos na Jordânia, sedentos em compartilhar o amor de Cristo Jesus para os povos de língua árabe. O disco, que chamou-se Toobak, que quer dizer Bem Aventurados, foi um sucesso e surtiu grande impacto nos crentes locais, e nas Igrejas de outras nações como Egito, Síria e Líbano. Até mesmo para o Marrocos, enviamos um grande número de cassetes e CDs. Depois veio outro, Saalam, que significa Paz em Árabe, com a mesma força trouxe algo novo de adoração e louvor que todos queriam ouvir. A partir destes projetos, surgiu então a oportunidade de construir um estúdio de produção, onde poderíamos trabalhar com outros irmãos que logo foram chegando do Iraque, Assírios, Palestina, Damasco na Síria, Egito, Líbano e até de países como o distante Sudão, alem da Jordânia é claro. Eram produções, em sua maioria na língua árabe, mas também em dialetos como o antigo Assírio.
O projeto realizado teve boa repercussão, e a Igreja foi afetada pela explosão de louvor. Gradativamente mais produções e pequenos eventos de música começaram a acontecer por toda parte. Eu viajava para o oriente pelo menos 2 vezes por ano. Já no ano 2000 comecei ter espaço nas igrejas para ministrar louvor e palavra, o que eu fazia com muito amor e alegria. Também, os primeiros discípulos foram surgindo, com os quais tinha um estreito relacionamento e podia então passar outros valores do reino de Deus muito além da música.
O retorno de tudo que fora empreendido era grande, com um investimento na vida de louvor e adoração da Igreja na região eu realizava minha missão, fortalecia as comunidades e os ensinava a proclamar com esta ferramenta maravilhosa que é a música. Cada disco era feito com muita oração e excelência, pois sabíamos que era uma ferramenta poderosa nas mãos de Deus para evangelizar aqueles povos. Pra quem não sabe, o evangelismo no mundo árabe é proibido e extremamente perigoso. Os cristãos, que são minoria, tem seus passos monitorados ao extremo e pouco podem proclamar para os não cristãos. Em muitos casos a quebra dessa regra é passível de prisão ou morte. Por isso a importância da música. O som é livre, pode ser cantado e tocado, pode ser levado a lugares que o indivíduo não pode ir, pode ser colocado na internet e propagado por rádio e televisão. O árabe ama música. Um bom Cd ou Dvd é sempre um presente bem aceito por qualquer pessoa, e quem presenteia não é passível de punição pois a opção de ouvir é sempre de quem recebe.
O próximo passo foi preparar um pequeno grupo de produção e treina-los para realizar o trabalho, e fizemos isto juntamente com um centro de produção em Amam, na Jordânia, com técnicos treinados por profissionais do Integrity Music nos Estados Unidos. Logo, aquilo que era um pequeno projeto tornou-se um importante instrumento de proclamação na língua árabe, pois anualmente milhares de discos e depois DVDs são distribuídos na região, hoje conta os até com uma Web Rádio que transmite uma programação em árabe para todo o mundo árabe.
Na sequência a ênfase era planejar a continuidade. E foi desta busca que surgiu a ideia de realizar os encontros de louvor e adoração com os irmãos de língua árabe.
O primeiro foi planejado para 2001. Entretanto, foi abortado pelo 11 de setembro. Mas não desistimos. Movemos a data para 2003 e em função da guerra do Iraque, decidimos fazer na Ilha do Chipre, em vez da Jordânia como era a ideia original.
Quando começamos o encontro, estávamos juntos com Mike Coleman, Don Moen, Pete Sanchez e Wes Tuttle do Integrity, Juan Salinas da Canzión e Gerson Ortega e eu vindos Brasil. Nosso comitê ainda tinha Amer Matalka, Nazih Omeish e Saalam Omeish da Jordânia e veio do Egito, Maged Adel. Todos estes irmãos extremamente comprometidos com louvor e adoração e com o trabalho de proclamar a glória de Deus para outros povos na sua cultura e língua. Naquele dia de setembro de 2003 a alegria era tanta que parecia que Deus nos havia criado para aquele instante. Cada um de nós tinha a consciência de que tudo em nossa vida convergia para aquele evento, singular no interior da primeira Ilha alcançada pelo evangelho ainda no primeiro século, o Chipre. Ali estávamos nós de levando a vida de Deus, reunindo a Igreja e cantando o amor do Pai. Lideres de 17 nações, entre músicos, pastores e representantes de diferentes ministérios que trabalham na região estavam ali presentes, recebendo de Cristo tudo o que flui da verdadeira adoração. Quanto a mim, só estava fazendo o que Jesus nos ordenou em Mateus 28:19,"ide portanto e fazei discípulos de todas as nações, ensinando-os a guardar tudo que vós tenho ordenado."
Depois deste encontro, já fizemos mais 10 edições em países como Jordânia, Egito, Líbano, Síria, Emirados e agora na Turquia. Nosso plano é colocar os adoradores fazendo aquilo que o Pai procura: verdadeira adoração, o resto vem com o tempo. "pois vem a hora e já chegou em que os verdadeiros adoradores adorarão ao Pai em Espirito e em verdade pois são estes que o Pai procura para seus adoradores", João 4:23.
De toda esta experiência o que tenho aprendido, posso dividir em quatro lições:
Primeiramente, Deus trabalha com sementes. Tudo que fazemos pelo mundo afora tem que estar dentro do trabalho de semeadura. Para nós cada Cd ou DVD assim como livros e palestras são preciosas sementes que Deus nos confia para prepararmos com amor e excelência, para serem então lançadas nos solos que o Pai vai preparando pelo mundo afora.
Em segundo lugar, é o principio da perseverança. Nada no reino de Deus pode ser imediato. Temos que ter fé que a semente vai germinar no devido tempo. O Senhor vai cuidando de cada plantinha, e como a Bíblia fala, é Deus quem dá o crescimento. Por isso, temos que perseverar em oração e amor e sempre olhando a obra com continuidade. Em terceiro estão os relacionamentos. Muitos missionários querem fazer a obra sozinhos. Deus tem me ensinado a buscar os fiéis da terra. Cada nação tem um grupo de pessoas em quem podemos confiar e mais do que isso, pessoas com quem podemos construir em suas respectivas nações. Os relacionamentos quando sadios, fortalecem todo e qualquer projeto, e promovem a interatividade necessária para uma construção e caminhada sadia.
Por último está a visão de investimento. Ir para as nações requer um dar e entregar muito acima de nossas forças e expectativas. Nestes anos no Oriente Médio, temos dado tempo, recursos, equipamentos, milhares de CDS e DVDs além de músicas, serviço técnico, transferindo amor, conhecimento e tecnologia sem reter nada, fazendo o que Jesus ensinou que melhor é dar do que receber.
Tenho assim visto que a obra de Deus pelo mundo a fora, sempre que é realizada dentro desses princípios tem longevidade, pois o que Deus está construindo é eterno e pessoalmente quero ter certeza de que estou construindo para a eternidade. " atentando nós às coisas que se não vêem, pois a que se vêem são temporais, porém as que se não veem são eternas", 2 Corintios 4:18.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011



Asaph Borba entre a fé, a emoção e a razão

Com 35 anos de ministério, 70 discos gravados e mais de 2 milhões de cópias vendidas, Asaph Borba – o pai do canto congregacional brasileiro – revela fatos inéditos, acerca de sua vida e ministério


Por Oziel Alves
*Entrevista publicada na Ed. 20/Fev da Revista Música Cristã e Sonorização



Talvez você não saiba, mas provavelmente a grande maioria das músicas (também chamadas de corinhos) que você aprendeu a cantar numa igreja evangélica a partir da década de 80, é da autoria desse cidadão baixinho, agora mais magro, de barba eterna, olhos azuis e olhar intenso, que apesar da simplicidade, humildade e simpatia contagiante, tem uma história de vida exemplar que impõe respeito e provoca admiração.

Para Asaph Borba, lá se vão 35 anos de ministério como compositor, arranjador, produtor, maestro, músico, mas acima de tudo, como um grande adorador e discípulo de Jesus Cristo, já que é assim que prefere ser chamado, quando diz que - apesar de compreender a necessidade dos rótulos - não se sente muito à vontade com a pomposidade de títulos como artista, cantor ou ministro de louvor.

Quem conversa com este homem - calmo, de sábias palavras e discipulador de boa parte dos artistas cristãos que hoje fazem a diferença no cenário da música gospel brasileira - jamais poderia imaginar que, não fossem as orações da mãe e a atitude ousada de um líder, tudo poderia ter sido diferente.

No começo da década de 70, Asaph era hippie. Viciado em drogas dos 13 aos 15 de idade, fazia seu pé de meia, vendendo artesanatos à beira do mar. Sua mãe, preocupada com a situação que se agravava, resolveu pedir ajuda ao pastor da comunidade onde freqüentava os cultos. “Ele me procurou uma vez e eu não abri a porta. Outra vez, mas novamente eu não o atendi. Num determinado dia, eu disse a minha mãe que queria falar com ele e foi assim que tudo começou” diz Asaph. Erasmo Ungaretti, na época, pastor da Igreja Metodista em Porto Alegre, numa atitude ousada e muito comum ao conservadorismo de seu tempo, sabendo do gosto de Asaph pela música, decidiu convidá-lo para tocar violão no culto, daquele mesmo dia. “No dia seguinte eu estava lá, e em agosto de 1974, me converti”. Envolvido na área da musical da igreja, em 1976, Asaph passou a viajar com Erasmo, ministrando o louvor em Igrejas de todo o Brasil e é a contar deste ano que, em 2011, ele comemora quase quatro décadas de ministério, agora sob o discipulado do pastor Moyses Moraes, que, assim como Erasmo, mora no mesmo prédio e é seu vizinho de apartamento.

Do começo em 1978, com o lançamento do seu primeiro álbum “Celebraremos com júbilo” com o americano Donald Stoll, a dupla Don & Asaph - quando álbum era álbum mesmo, de vinil - até seu mais recente “Rastros de Amor”, uma super produção recém gravada pela Som Livre na PIB de Curitiba - Asaph nunca perdeu a perspectiva do seu chamado: levar a igreja a uma adoração genuína.
Numa época em que a comunidade cristã só cantava hinos da harpa ou do cantor cristão, suas pequenas canções, a maioria salmos musicados, literalmente transformaram o ritual do louvor congregacional em boa parte das igrejas evangélicas brasileiras, introduzindo uma nova cultura de adoração. Por isso, hoje, podemos dizer sem medo de errar, que Asaph é o “pai” do canto congregacional da igreja pós-moderna brasileira. Com hinos como “Ao nosso Deus”, “Celebrai”, “Digno de Glória”, “Estamos reunidos”, “Jesus em tua presença”, “O meu louvor é fruto”, “Superabundante graça”, “Tu és soberano” e centenas de outros cuja lista sequer caberia aqui, o menino que outrora vendia artesanato para bancar seu vício, fez fama e acabou ganhando notoriedade no mundo inteiro. Com a Life Produções, lá se vão 70 discos gravados em 9 idiomas – entre eles, árabe, hebraico, inglês, alemão, assírio, etc -, mais de 2 milhões de cópias vendidas e cerca de 350 gravações de e para outros artistas, além de parcerias com Adhemar de Campos, Gerson Ortega, Daniel Souza, Fernandinho, Nívea Soares, entre tantos outros. Isso sem falar nos projetos junto à Adhonep (Associação de Homens de Negócios do Evangelho Pleno) e o seu ministério internacional intitulado Bridges of Love (Pontes de Amor) que tem atendido a dezenas de nações em todo o continente americano, Europa e sobretudo no Oriente Médio, em países como Jordânia, Egito, Líbano, Turquia, Israel e Irã.

Asaph, que é mineiro de nascença, para realizar o sonho de seu pai, mas gaúcho de coração, já que sempre morou no RS, é membro da Igreja Comunidade em Porto Alegre (RS), tem 53 anos e é casado com Lígia Rosana, com quem tem dois filhos, Aurora e André. No mês de janeiro, apesar de estar com sua agenda lotada até o final de 2011, Asaph prontamente recebeu nossa equipe nas dependências do estúdio Life, para um bate-papo descontraído (com direito a barras de chocolate e café) mas cheio de inspiração, para falar sobre sua vida, os 35 anos de ministério, sua visão de música, igreja e claro: dos projetos que pretende realizar nos próximos 35 anos de ministério.


OZIEL ALVES: Era 1974, você tinha 15 anos, era hippie, usuário de drogas e, um pastor que verdadeiramente se preocupava com você, com atitudes a frente do seu tempo, lhe convida para tocar no culto, do jeito que você está, sem lhe impor nenhuma condição de santificação. Lindo, nobre, divino. Mas você indicaria este tipo de atitude para os pastores de hoje?

ASAPH BORBA: Eu acho que a gente deveria ter mecanismos pra assimilar pessoas. E, obviamente isso significa assimilar as pessoas como elas são. Claro, com os devidos cuidados, né? Tem que ser guiado por Deus para ter uma atitude destas. É preciso ter certeza da direção divina para pegar um drogado e entregar um violão pra ele tocar naquele mesmo dia no culto. Lembro de um livro do David Wilkerson onde ele conta o que fez com Nick Cruz – de uma outra forma, é claro - no dia em que ele foi fazer um grande evento lá no Brooklyn. E ele disse: “Hei, você, vem cá me ajudar com as ofertas”. Ele deu o gazofilácio pro Nick, um baita drogado, baita marginal... Imagina, recolhendo a oferta? Anos depois, o Nick Cruz conta que sua conversão começou quando ele passou por um lugar onde poderia
ter fugido com todo aquele dinheiro. A minha começou quando ele me convidou para trabalhar.

OZIEL ALVES: Como era o universo da música gospel na época que você começou?

ASAPH BORBA: Havia poucos nomes que se sobressaíam ou que tinham certa expressão no segmento. Tinham os nomes tradicionais como Vitorino Silva, Ozeias de Paula, Luiz de Carvalho... Enfim, estes nomes já aconteciam no Brasil. Mas a cena era muito pequena, muito limitada às igrejas. A música era basicamente tradicional.

OZIEL ALVES: Você ainda é anterior ao Adhemar de Campos?

ASAPH BORBA: Sim, eu comecei a produzir discos, uns três anos antes dele. O Adhemar se converteu no mesmo ano que eu, e começamos o ministério no mesmo ano também, em 1976. Só que eu gravei antes. Eu comecei a produzir e a gravar em 77, 78. Ele só em 81, 82.

OZIEL ALVES: Quem era a sua principal influência na época?

ASAPH BORBA: O principal nome que marcou a minha vida foi um cara chamado Volo, que era da ABU (Associação Bíblia Universitária) e ele tinha um disco que se chamava “A lua não pode e não poderá fazer” que era, absolutamente, inovador para a época. Eram músicas super jovens, mas cristãs. Foi a primeira música cristã que falou comigo, de fato. Depois, no final de 76, início de 77, eu conheci Vencedores por Cristo, com uma batida jovem, também, absolutamente inovador, que certamente, foi uma grande influência na minha vida.

OZIEL ALVES: Quando é que surge a ideia de compor cantos congregacionais? Houve influência norte-americana? Houve alguma pretensão de sua parte no sentido de criar algo que pudesse inovar o ritual de culto?

ASAPH BORBA: Não. Nasceu sem pretensão e sem qualquer influência americana, apesar do Don Stoll compor juntamente comigo. Nasceu como uma prática. Eu e o Don começamos juntos porque nós ministrávamos juntos, aqui na Igreja Metodista em Porto Alegre. Então, ele foi uma influência, somente neste sentindo.

OZIEL ALVES: Mas havia uma insatisfação tua, com a liturgia congregacional, isto é com os cânticos da harpa e do cantor cristão? Você estava à procura de inovação?

ASAPH BORBA: Não, nunca pensei nisso. Simplesmente fizemos. Foi algo que surgiu, espontaneamente. Um formato curto e fácil de tocar. Não sei explicar o porquê. Não foi uma coisa consciente... Foi algo que simplesmente, fizemos.
Harmonia simples, tocando simples e com palavras simples. O que pouca gente sabe é que nossas composições, eram textos bíblicos inicialmente e acabou se tornando uma ênfase do nosso trabalho, porque o Donald não falava português e eu não falava inglês. Nós éramos amigos, queríamos servir e tínhamos a Bíblia em comum. Foi assim que surgiu. Decidimos cantar a Bíblia. Daí o ministério cresceu e os pastores nos levaram daqui Brasil à fora. Depois conhecendo o mundo e as igrejas, descobri que na década de 70, com o avivamento que ocorria no mundo, também surgiram cantos congregacionais em outras nações, como Rússia, por exemplo etc.

OZIEL ALVES: Como você se sente com este título que é atribuído a você: PAI DO CANTO CONGREGACIONAL NO BRASIL?

ASAPH BORBA: Nenhum título entra no meu coração. Mas, se sou reconhecido como pai, é porque tenho algum tipo de paternidade. A única coisa que eu faço é honrar esta paternidade. Honro através do meu testemunho, da continuidade, do apoio a muitos irmãos e dos muitos filhos que tenho nesta área do louvor e adoração.

OZIEL ALVES: Qual a sua opinião sobre a cobrança de cachê?

ASAPH BORBA: Eu não sou a favor do cachê pré-determinado, porque não é um padrão bíblico. Mas eu creio que todo mundo que vive do ministério, tem que ser honrado.

OZIEL ALVES: Quando você recebe convites para ministrar, você negocia valores?

ASAPH BORBA: Eu não cobro cachê. Não negocio. Eu mando uma folha onde a pessoa tem que dizer a data do evento, o tipo de evento e em quanto esta disposta a abençoar o nosso ministério.


OZIEL ALVES: Há quase 14 anos, você decidiu investir em missões no Oriente Médio. Como surgiu o projeto Bridges of Love e por que a Jordânia foi o teu primeiro destino?

ASAPH BORBA: Tenho um bom inglês. Foi em função disso, que acabei participando de muitos projetos pelo mundo inteiro com a missão Portas Abertas em Cuba, Peru, Colômbia, Europa. Foi através destes irmãos que recebi oconvite para desenvolver um projeto de gravação e produção com os irmãos árabes. Eles queriam servir ao Senhor com um grupo de música, mas não sabiam como fazer aquilo. Eu disse: Vamos fazer uma produção. Cheguei lá, montei um estúdio, como eu faço sempre, em seguida começou a nascer uma bela equipe de louvor. Começamos a produzir, treinar, capacitar pessoas e acabamos fazendo grandes projetos. Daí surgiu a ideia de montarmos um estúdio. Arrumamos dinheiro e montamos o estúdio na própria igreja, lá na Jordânia. Eu não fico com nada, dôo tudo. Fiz isto em Cuba, fiz isto no Peru. No Peru eu só entrei com o treinamento técnico, uma entidade americana deu o estúdio. Mas em Cuba nós financiamos uma grande parte do estúdio.

OZIEL ALVES - E as tuas músicas já estão entrando lá, de alguma forma?

ASAPH BORBA: Sim, vagarosamente. Eu sempre valorizei o que as pessoas têm. Esta é uma outra tônica do nosso ministério. Nunca impus a minha música como um padrão que deve ser cantado ou tocado. Eu sou um simples exemplo do que as pessoas podem gerar e produzir. Eu valorizo o que as pessoas têm. Fiz isto com o Benê, com a Alda, com o Silvério, com o Márcio, com o Adhemar, o Cláudio Claro, David Quinlan... Todos estes irmãos foram irmãos que eu conheci nos primeiros passos, como Daniel de Souza, Davi Silva, Mike Shea. Todos estes irmãos são pessoas que me respeitam por este começo. Eu os vi em uma igreja, e valorizei o que eles tinham. E com uma grande parte destes irmãos, eu participei de alguma forma dos primeiros discos deles. Ludmila Ferber, Cirilo... Um grande grupo de pessoas. Estes são os irmãos que hoje me chamam de pai. É por causa disto. Porque eu os ajudei a dar um primeiro passo. Eu falei de uns dez, doze, mas tem quatrocentos; inclusive o disco de um deles está saindo daqui este mês. O Daniel de Souza era o meu baixista, por exemplo...

MCS: Como “pai” que conselho você dá a estes artistas, sobretudo com relação aos manjares que a fama pode oferecer?

ASAPH BORBA: Caráter! Mantenha o teu caráter submisso. Não perca a simplicidade. Você pode ter frutos... hoje eu tenho bons carros, uma estrutura que Deus tem nos dado, tenho sítio, tenho casa na praia, mas nada disso é a prioridade do meu ministério. Eu deixo tudo isto, por amor a Deus.

OZIEL ALVES: Ainda falando do seu trabalho no mundo Árabe (Istambul, Turquia) por exemplo, onde apenas 3% da população se intitula cristã. Trabalhar lá, lhe dá a sensação de recomeçar, já que no começo do seu ministério aqui no Brasil menos de 5% da população era evangélica?

ASAPH BORBA: Sempre! Um eterno recomeço! Não é um recomeço com gosto de derrota é uma continuidade. Uma conquista. Na Jordânia, não tinha adoração. Os irmãos se reuniam pra cantar dois, três hinos no culto, e a gente começou a ensiná-los a adorar...Eu tenho agenda pra todos os dias da minha vida se eu quiser e ainda sobram algumas centenas, mas dedico parte do meu tempo para, por exemplo, sentar com cinco irmãos no Oriente Médio e gerar a vida de Deus, gerar neles o compromisso, ensiná-los a adorar. Todas estas músicas eu ministro lá, em Árabe.

OZIEL ALVES: Em quais os países o seu projeto “Bridges of Love” está presente?

ASAPH BORBA: Síria, Jordânia, Líbano, Turquia, Emirados Árabes, Egito, Iraque, Palestina... já fizemos no Chipre, enfim...

OZIEL ALVES: Ser exemplo. Qual é o preço disso? Tem renúncia?

ASAPH BORBA: Preço? Fidelidade. Ser fiel em tudo. Não deixar nada com a marca da infidelidade. Não pagou a conta? Deu um cheque que voltou? A fidelidade é o preço do meu ministério. A pessoa fiel é fácil de ser seguida. O fiel é previsível. Por isto que as pessoas me acham exemplo de vida. Linearidade. Meu rastro pode ser seguido com facilidade. O que eu prego é fácil de entender. O que eu canto é fácil de reproduzir. Eu cedo minhas músicas pra todo mundo gravar. Hoje mesmo eu mandei duas autorizações. Quase toda a semana eu dou duas ou três autorizações. Cedo livremente para os irmãos. Então, isto deixa uma boa marca vida afora. Sobre a renúncia, eu não a vejo como a principal ênfase da minha vida. Minha esposa tem um nível de renúncia muito maior que o meu. Ela fica com os filhos... nós temos uma filha excepcional que ela que cuida. E... o ficar em casa gerindo, né... talvez, seja mais difícil...

OZIEL ALVES: Há grandes tentações na fama, Asaph?

ASAPH BORBA: Daí entra a fidelidade. Neste caso, quando você esta sozinho e renuncia um assédio, por exemplo, você não esta renunciando, você esta sendo fiel. Fiel a minha esposa, aos meus princípios, a uma igreja, a um testemunho de vida. Quando um líder de qualquer tamanho cai, sempre cai alguém junto. Se não atingir ninguém, atinge a família. O mecanismo que funciona muito bem pra isso, é aquele de estar submisso a outro ministério. Por exemplo, os meus pastores até hoje são meus pastores. A filha do pastor Erasmo, trabalha comigo há vinte anos. É importante ter pessoas ao seu lado que tenham acesso a sua vida, que possam te dizer: isto é um perigo. Eu já tive irmãos conhecidos do Brasil, que tinham saído de suas casas, largado suas esposas, e eu cheguei e disse: não faça isto! Peguei um avião com a minha esposa e fui para um grande escritório no Rio de Janeiro, e disse: “Não faça isto, Deus me trouxe aqui para restaurar sua família”. Liga pra sua esposa, agora. (Ele disse, ahh mas eu já saí de casa!) – Liga agora! Deus vai fazer uma obra em sua vida. E Deus fez. Está lá. Vida restaurada, casamento restaurado, acabaram de ter mais um filhinho. Quando uma pessoa para de ouvir os outros irmãos, aí começa a sua queda.

OZIEL ALVES: E quando um ministro dá um passo em falso, é possível se levantar e seguir caminhando, novamente?

ASAPH BORBA: Sim, mas se ele não restaurar sua família, dificilmente continuará seu ministério.

OZIEL ALVES: E se ele construir uma outra família?

ASAPH BORBA: Vai ser com o limite de quem construiu uma outra família. Ele vai perder uma porcentagem do seu público. Ele vai perder uma porcentagem de sua atuação, do seu testemunho, da sua autoridade espiritual. É uma pessoa que nunca mais terá plena autoridade espiritual.

OZIEL ALVES: Mas nem por isso ele estará para sempre errado?

ASAPH BORBA: Eu não vejo nenhum acerto, por qualquer razão, em destruir a sua família, ou deixar a sua família se destruir. Não há nenhuma realidade espiritual plausível, que diga que a pessoa acertou em deixar esta mulher para casar com outra. Não há fundamento bíblico pra fazer esta afirmação, mas eu sei que acidentes acontecem na vida das pessoas, e se elas não restaurarem tudo o que ficou para trás, elas vão ter que conviver com esta limitação.

OZIEL ALVES: Asaph é verdade que a música “Aos olhos do pai” da Ana Paula Valadão foi uma composição escrita em homenagem a sua filha?

ASAPH BORBA: Para Aurora... (Risos) É... Foi, isto mesmo! A Ana quando compôs este cântico, telefonou pra Aurora e deixou registrado que tinha feito uma música pra ela. Disse que ela era uma obra prima, e quando a Aurora fez 15 anos a Ana gravou um vídeo, dizendo a mesma coisa.

OZIEL ALVES: Sobre a cura da sua filha. É verdade que você não vai sossegar enquanto Deus não curar a sua filha?

ASAPH BORBA: Eu não vou parar de pedir! Enquanto a Aurora tiver um fôlego de vida, eu e a minha esposa vamos orar pela cura integral da Aurora. Deus não curou ontem, pode ser que cure hoje, ou amanhã... Não muda nada na
minha fé, na minha expectativa, na minha esperança. Nós cremos que a Aurora pode ser curada todos os dias, sim.


OZIEL ALVES: Qual é o problema dela, de fato?

ASAPH BORBA: Síndrome de Prader-ville. Uma síndrome bem conhecida, mas que dá muita obesidade, uma hipotonia e retardo mental muito grande.

OZIEL ALVES: Você conhece alguém no mundo que tenha sido curado desta síndrome?

ASAPH BORBA: Não.

OZIEL ALVES: E isto não abala a tua fé?

ASAPH BORBA: Não. Eu já vi gente ressuscitar. Eu já vi uma criança ressuscitar dentro do meu próprio carro. Um menino que morreu na beira da estrada, eu o coloquei no carro e levei para o hospital orando. E... ressuscitaram o menino no hospital. É o mesmo Deus... Eu não sei quantas variantes há em tudo isto, mas eu tenho aprendido Oziel, a no caso da Aurora, especificamente - pra ficar registrado - que o importante pra Deus não é a cura, é o processo. A Aurora é um processo, de muitos processos que Deus permite na vida de homens de Deus. Na vida de ministros. Na vida de pessoas. Cada pessoa tem alguma coisinha que Deus deixa.

OZIEL ALVES: E são nestes momento que você canta... “Sim eu sei Senhor que tu és soberano, tens os teus caminhos tens teus próprios planos...”

ASAPH BORBA: (Risos) Infinitamente mais...

OZIEL ALVES: O que há com sul Asaph? Você é o único nome na área da música que saiu daqui e ganhou fama e notoriedade. Por que só você?

ASAPH BORBA: Não sei. Talvez porque as igrejas não incentivam as pessoas a saírem daqui, não investem, não produzem. Poucas igrejas tem a visão de ter pessoas e liberar-las pro ministério. Todas as igrejas querem o ministro de louvor pra ficar lá. Eu não. Eu fui um homem constantemente, enviado. Se os pastores tiverem a visão de gerar pessoas para enviar, teremos mais pessoas.

OZIEL ALVES: Você já fez música para vender?

ASAPH BORBA: Não... fazer música é... É sempre um fruto. É o resultado de uma experiência de vida. Não faço música pra vender, mas eu sei que vou colocar em um disco e vai vender.

OZIEL ALVES: De todas as músicas que você compôs, qual a que mais te tocou?

ASAPH BORBA: Bah... “O Meu louvor é fruto” sem dúvida alguma... “Eu sei que foi pago um alto preço”... e de adoração... “Jesus em tua presença reunimo-nos aqui”. Esta música significa muito pro meu ministério. Ela que me jogou pra fora do Brasil, com muita força. E, claro a música “Jesus”, que é a minha música mais gravada, mais cantada em todos os países por onde o meu ministério já esteve. É a música que mais me gerou dinheiro, recursos e venda e tem apenas uma palavra: Jesus. O Benny Hinn usa ela, em suas cruzadas.

OZIEL ALVES: Asaph, a humildade só vem depois de muito elogio?

ASAPH BORBA: Não sei. Acho que o que gera a humildade não é o elogio, mas em nosso caso, é o caráter de Jesus. Talvez esta seja a chave desta entrevista. O que eu mais quero na vida de um homem é que seu caráter seja parecido com o de Jesus. É impossível uma pessoa que queira parecer com Jesus, não querer buscar a humilde. Humildade não é um resultado. É uma busca.

OZIEL ALVES: E, agora, daqui pra frente como será?

ASAPH BORBA: Quero mais 35 anos de ministério, no mínimo. Meu grande projeto esta só começando. Meu grande projeto é ganhar mais nações pro Reino de Deus.

OZIEL ALVES: Você entrou pra faculdade de comunicação social e está quase se formando. Qual o objetivo de voltar aos bancos escolares?

ASAPH BORBA: Entrei, em primeiro lugar (Risos). Bem, quero ampliar toda área de comunicação da Life... O meu credenciamento jornalístico também é importante, para este andar, porque esta cada vez mais difícil circular pelo mundo, sendo apenas um ministro do evangelho.

OZIEL ALVES: Você está com dois livros quase prontos para serem lançados. Sobre o que tratam e por qual a editora você deve lançar?
ASAPH BORBA: Um é sobre a minha história (Biografia) e outro sobre A adoração como um estilo de vida. Ainda não sei, por onde vou lançar, vamos ver.

OZIEL ALVES: Obrigado, Asaph.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Gravação DVD e CD 35 anos de Asaph Borba


Gravação DVD e CD 35 anos de Asaph Borba
Quero agradecer a Deus pela preciosa oportunidade que tive em produzir o Cd e DVD, comemorativo aos meus 35 anos de trabalho no serviço do Senhor.
A gravação ocorreu dentro do evento Louvação Global Multiministerial Cristão 2011, da PIB, Primeira Igreja Batista de Curitiba, no Paraná de 23 a 26 de junho, presidida pelo pastor Paschoal Piragini Jr.
O congresso, que acontece a cada dois anos, catalisou pessoas vindas de pelo menos oito estados, além de irmãos vindos de outros países que por ali transitaram. O objetivo central desse evento, que acontece de dois em dois anos desde 1996, é resgatar as artes como expressões genuínas da Igreja Cristã. Para isso foram preparados diversos seminários de dança, orquestra, utilização de multimídia, composição, ensino e ministérios,que abordou tópicos como, jovens, adolescentes, idosos, crianças, administração eclesiástica e booling, entre outros. O congresso também estendeu-se aos pequenos através do Louvação Kids, para envolver também os adoradores mirins. A liderança estava a cargo do pastor e maestro Paulo Davi e Silva, que com muita graça e amor direcionou o evento, contando com a colaboração de cerca de 500 voluntários que de forma incansável serviram a todos durante os quatro dias.
A gravação do Cd e DVD 35 anos, ocorreu na abertura do congresso, na quinta feira 23 de junho. A produção, sela uma parceria entre a noss Gravadora Life e a global Som Livre. A coordenação geral foi de André Espíndola, participante do ministério Diante do Trono, de onde também veio Ana Paula Valadão Bessa, convidada por Asaph para a gravação. Alem de Ana, participaram também do projeto, Adhemar de Campos, Gerson Ortega, Massao Suguihara, Sóstenes Mendes, Paulo Figueiró, Fernanda Brum, Ludmila Ferber, Alda Célia, Christie Tristão, Carmélia Tonin, Daniel de Souza, André Borba e Rosana Borba, minha esposa.
Estava presente um expressivo público de quase 5 mil pessoas que fizeram coro, entoando por mais de três horas as 23 músicas cantadas, que são apenas uma pequena parte do amplo repertório, que foi escolhido pelo público na página do evento no Facebook. E foi , nessa mídia social onde foram feitas também as inscrições para o coral, com pessoas vindas de diversos estados do Brasil.
Durante todo o evento, pude cantar e adorar ao Senhor, dançar com alegria junto com a equipe de dança Rhema, que se fez presente com muita graça e beleza, e também chorar de emoção, quando vi as fotos de tantos irmãos, no telão e quando Ana cantou aos olhos do pai para minha filha Aurora.
Estavam presentes pastores e amigos de muitas igrejas brasileiras, que acompanham meu trabalho assim como amigos e professores, entre eles Militão Ricardo e Paulo Finger, que com suas esposas me alegraram com a presença, e representaram minha faculdade.
Muitas pessoas têm me perguntado sobre o fato de eu estar assumindo um contrato de distribuição com a gravadora Som Livre. Quero responder que alem desta gravadora ser um forte distribuidor nacional, tem também uma divulgação em todo o território nacional. Para o acordo tive o aval da Ana Paula Valadão e seu Diante do Trono já há vários anos nesta estrutura e também de minha irmã Ludmila Ferber também distribuída pela empresa Global. Até aqueles que colocaram algumas restrições, fizeram apenas acerca de aspectos estruturais e não de integridade ou qualquer outro aspecto que poderia afetar nosso testemunho. Peco a todos que orem por nós nesta nova estação de nosso trabalho e ministério.